terça-feira, 2 de abril de 2013
Dez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse
segunda-feira, 1 de abril de 2013
02 de Abril - Dia Mundial da Conscientização do Autismo
| Este sorriso é valioso! |
segunda-feira, 18 de março de 2013
AUTISMO - MITOS E VERDADES
A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.
A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas têm variações de inteligência se comparados um ao outro. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.
O Mito: os autistas não gostam de carinho.
A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação à sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraça-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.
O Mito: Os autistas gostam de ficar sozinhos.
A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentir-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem às vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação, quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.
O Mito: Eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.
A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tendem a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da mãe geladeira foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.
O Mito: os autistas não gostam das pessoas.
A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.
O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.
O Mito: O certo é interná-lo, afinal numa instituição saberão como cuidá-lo.
A Verdade: Toda a criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa de mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte, uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.
O Mito: Ele grita, esperneia porque é mal educado
A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, às vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança, isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ser a firmeza do outro.
domingo, 17 de março de 2013
Conheça o Autismo
O que é:
O autismo é uma síndrome comportamental que causa comprometimentos no relacionamento e interação com outras pessoas, na linguagem e apresenta comportamentos restritos e repetitivos.
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é entre duas e quatro vezes, mais comum em meninos do que em meninas (por isso a cor que o simboliza é o azul). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID). Mais recentemente usou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Atualmente, o autismo é uma área de intenso interesse, em que diferentes estudos se estabelecem e promovem desde alterações conceituais até modificações terapêuticas de fundamental importância.
Em 18 de dezembro de 2007, a Organização das Nações Unidas decretou todo 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em 2008 houve a primeira comemoração da data pela ONU. Em 2010, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. O aumento dos números de prevalência de autismo levanta uma discussão importante sobre haver ou não uma epidemia da síndrome no planeta, ainda em discussão pela comunidade científica. No Brasil, foi realizado o primeiro estudo de epidemiologia de autismo da América Latina, publicado em fevereiro de 2011—com dados de 2010-, que aferiu a prevalência de um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos. Outros estudos estão em andamento no Brasil.
Características:
O autismo é caracterizado por diversos distúrbios:
• de percepção, como por exemplo dificuldades para entender o que ouve;
• de desenvolvimento, principalmente nas esferas motoras, da linguagem e social;
• de relacionamento social, expresso principalmente através do olhar, da ausência do sorriso social, do movimento antecipatório e do contato físico;
• de fala e de linguagem que variam do mutismo total: à inversão pronominal (utilização do você para referir-se a si próprio), repetição involuntária de palavras ou frases que ouviu (ecocalia); e
• movimento caracterizado por maneirismos e movimentos estereotipados.
Sinais de alerta:
A criança prefere ficar sozinha. Quando deixada deitada no berço ela não reclama, parece preferir o berço ao colo dos pais.
Crianças sem autismo geralmente imitam os adultos e querem todas as atenções voltadas para ela, já as crianças com sinais de autismo não acompanham os acontecimentos a sua volta.
Crianças de cerca de um ano com autismo vão de colo em colo e não estranham as pessoas, como seria esperado de uma criança nesta idade.
Ficam horas fazendo o mesmo movimento, com o mesmo objeto, sem finalidade aparente, um dos mais comuns é ficar rodando um objeto.
Apresentam reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
A criança pode apresentar movimentos corporais repetidos, como movimentos de balanço, às vezes, até de forma violenta. Além disso, o transtorno pode vir acompanhado de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade).
Ainda não existe um exame complementar, laboratorial ou de imagens, para diagnosticar o autismo infantil. Ele ainda é identificado através de exames clínicos. É fundamental que pessoas que trabalham e convivem com crianças saibam identificar sinais ou sintomas típicos de autismo em bebês ou crianças pequenas. Cerca de 60% das crianças com autismo apresentam sinais da doença ao nascer.
Uma vez identificado que o processo de desenvolvimento está alterado, a criança deve ser examinada por um especialista (pediatra, psiquiatra infantil, neurologista infantil) para que o diagnóstico seja feito e os tratamentos reconhecidamente eficazes sejam instituídos.
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
O diagnóstico precoce e a implantação correta dos tratamentos resultarão em significativa melhoria no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida da criança e de seus familiares.
Causas:
As causas do autismo são desconhecidas. Problemas cromossômicos, gênicos, metabólicos e mesmo doenças transmitidas/adquiridas durante a gestação, durante ou após o parto, podem estar associados diretamente ao autismo. Entre 75 a 80% das crianças autistas apresentam algum grau de retardo mental, que pode estar relacionado aos mais diversos fatores biológicos. Portanto, a evidência de que o autismo tem suas causas em fatores biológicos é indiscutível, fazendo-nos reconsiderar os estudos iniciais que consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo.
Tratamento:
Hoje, o tratamento do autismo não se prende a uma única terapêutica. O uso de medicamentos, que antes desempenhava um papel de fundamental importância no tratamento (devido à crença da relação do autismo com os quadros psicóticos do adulto), passa a ter a função de apenas aliviar os sintomas do autista para que outras abordagens, como a reabilitação e a educação especial, possam ser adotadas e tenham resultados eficazes.
Mitos:
Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa. Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estar presente, mas como dito acima nem todos são assim. Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.
É relevante salientar que essas informações devem ser utilizadas apenas como referência. Além de destacar a importância do diagnóstico precoce, "porque quanto mais cedo é identificado um transtorno, mais rápido o curso normal do desenvolvimento pode ser retomado. Porém os resultados dependem não somente da identificação dos atrasos e da indicação dos tratamentos adequados e eficazes, mas da aceitação dessa condição diferenciada pelas famílias e pelo futuro de cada um, que não dominamos nem sabemos", segundo o psiquiatra da infância e adolescência Walter Camargos Jr.
Conheça o autismo, para ele ainda não há cura, mas para a deficiência do Desconhecimento já existe!
Mada '
* Informações extraídas de minhas pesquisas e leituras em sites da internet, conversas com profissionais, observação do meu neto, Tarcísio, livros e revistas.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Quem desconhece não sabe - Autismo: conheça para aprender
sábado, 6 de outubro de 2012
Desabafo
segunda-feira, 4 de junho de 2012
É amor?
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A dor de quem vai
Todos se compadecem do deixado e raramente percebem a dor de quem vai. Não existe como comparar, mas ambos sofrem, e me arrisco a dizer que quem deixou sofre mais, porque sofre antes. Enquanto todos acreditam que está tudo bem, quem deixa está sofrendo há muito tempo. É uma dúvida constante, são reflexões e análises internas, para tentar encontrar uma saída que não seja o rompimento e que minimizem a dor dos demais.
Existe a ilusão de que quem deixa é o que se sente melhor, mas não é. No meu caso foram quatro anos até estar certa de que a melhor saída era a separação. E isso não foi fácil nenhum dia e ainda não é.
Todos os problemas subsequentes: a dor de ver o outro e a família sofrendo, a dor da incompreensão e da desconfiança, são martirizantes.
Até decidir pela separação passei muitas noites rezando muito, eu queria muito que não chegasse ao final. Eu fui feliz e não entendia porque não era mais. O que havia mudado em mim ou no outro que havia gerado aquele estado de insatisfação e de infelicidade?
Quando se toma a decisão é porque chegou um momento que não há mais como suportar. Eu não entendia o porquê de tudo estar acontecendo tanto quanto qualquer outro. Eram os meus sonhos e meus projetos que não tinham mais sentido. Parece fútil e egoísta dizer isso. Então a gente procura várias explicações, começa a colocar defeitos no outro, em si mesmo, até se dar conta da “naturalidade” do fato: o AMOR acabou. Até porque num casamento longo como considero que o meu tenha sido, quase dezessete anos, muitos problemas foram enfrentados e vencidos e porque agora que tudo parecia bem, teve que acabar?
Então você pensa em cada momento feliz, em cada conquista, nos grupos a que você pertence, em todas as perdas que isso gera. Mesmo assim você sabe que nada pode lhe manter VIVO na relação.
Normalmente as pessoas custam para entender que não há possibilidade de manter qualquer relacionamento sem amor, apenas pelo hábito. Se alguém consegue, se nossos antepassados conseguiam, eu tiro o meu chapéu, porque é como se sentir enterrado vivo.
É um processo muito longo e triste. Existem várias etapas a serem vencidas. Primeiro pela própria tomada de decisão, onde é preciso ser forte para não ceder às chantagens e críticas e ao mesmo tempo tolerância, afinal as pessoas só querem o teu bem. Algumas vezes o outro se torna um carrasco, não teve tempo para a assimilação então fica rude e malvado, precisa culpar alguém, esse alguém é você. Faz de tudo para boicotar qualquer possibilidade que você tenha de alegria longe dele.
Segundo, você fica perdido, se afasta dos grupos a que pertencia, porque tudo que você não quer é falar sobre o assunto, afinal ele já vinha martelando na sua cabeça há tanto tempo. Você quer algo novo que te tire desse luto. E isso não precisa ser um novo amor ou aventura, mas qualquer coisa que te livre daquela rotina. Também é preciso ser forte para vencer a solidão e reagir ao estado de inanição.
Terceiro você se sente culpado por todos os problemas que surgem da sua decisão, que envolve mudanças de hábitos daqueles que dependem de você, mas que não tiveram nada a ver com a sua decisão. Mesmo sendo uma mulher independente, organizada e que sempre tomou conta de todas as finanças da casa isso se torna um peso, afinal o outro vai estar lhe boicotando também. A falta de contribuição é a primeira arma usada. Aí você precisa ter muito jogo de cintura. E você perde muito, porque acaba tirando ainda mais de si para que não falte muito para os demais.
Depois de quase três anos dando explicações e tentando “convencer” as pessoas de que o acontecido não teria volta, e de que eu não estava louca, as coisas começam a se organizar.
É preciso muita paciência, compreensão, diálogo, respeito pelos seus sentimentos e pelos dos outros, para não transformar uma história bonita com um final trágico e ainda mais doloroso.
Mais uma vez eu aprendi que nada como o tempo para colocar toda a desordem em um novo lugar. Hoje costumo dizer que não foi uma relação que deu errado, deu certo sim e muito, enquanto durou. Vai fazer parte das histórias de cada um dos envolvidos, e o melhor que seja lembrada com gratidão por todas as coisas boas que resultaram dessa união, especialmente os filhos.
Há essa altura das minhas experiências de vida já consigo entender que não existe certo ou errado ou uma única verdade. Pessoas erram sim, em seu processo de evolução, mas ninguém erra com a intenção ou sozinho. Todos procuram dar o seu melhor para um bem comum. Mesmo que seja optar pelo fim de uma relação.
мα∂α ' Outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Penso, sinto, logo existo
Cada um tem um jeito de pensar e sentir que é só seu. Só o que verdadeiramente nos pertence é o que pensamos e sentimos. Todo o resto pode nos ser tirado. Podem nos obrigar a agir, a falar, a escrever, a ir ou ficar... mas ninguém nos obriga a sentir e pensar.
Hoje estou usando este espaço para registrar e expressar minha única propriedade, meus pensamentos e de certa forma meus sentimentos.
Estive lembrando de velhas lições, velhas por serem antigas, mas não por não servirem mais, aliás, só são velhas porque são preciosas, se não fossem, não seriam lembradas por tanto tempo.
Durante toda a nossa vida vivemos buscando um sentido para ela, para a nossa existência, ninguém quer crer que estamos aqui pelo simples fato de existir. Queremos mais, ser importantes, maiores e melhores, somos gananciosos, orgulhosos. Isso tem o lado bom. Enquanto queremos ser importantes estamos tentando provar para nós mesmos alguma coisa e buscando uma evolução, ser melhor. Por outro lado deixamos de pensar que não precisamos provar nada para ninguém, nem para nós mesmos. Melhorar, evoluir é a lei da vida, que não são adquiridos com facilidade, mas que também não precisam de tanto sofrimento para alcançá-los.
Sobre a razão de estarmos aqui, já tive várias opiniões a respeito e a mais atual e duradoura foi a de que nascemos com uma missão: de nos melhorarmos, nos aprimorarmos a cada dia. Se formos bons para nós mesmos, tudo a nossa volta receberá o reflexo da nossa bondade, será bem.
Tentando encontrar um sentido para a vida são escritos vários livros e mensagens com o intuíto de animarem as pessoas a viver, algumas vezes acho isso cômico. Por que precisamos de incentivo à vida? Se ela está aí pra ser vivida, simplesmente vivida. Mas como seres humanos simples, sempre procuramos deixar as coisas complexas, porque não basta a simplicidade da vida, é preciso complicar.
Se conversarmos com pessoas idosas, veremos o quanto são simples e como de forma simples nos transmitem velhas lições. Agora já não correm tanto em busca de um sentido para a vida, talvez por estarem mais próximos do fim dela, decidem aproveitar o AGORA que é tão precioso, e que perdemos tanto remoendo e criando dores e problemas, responsabilizando os outros pelas nossas frustrações, cobrando dos outros as expectativas e ilusões que criamos sobre elas. A vida seria tão mais simples se apenas a vivêssemos, sem grandes planos para nós ou para os outros. Se pensássemos em ser bons conosco, em não sofrer por aquilo que não podemos fazer, ter ou ser.
Não quero dizer com isso que devemos ser acomodados, mas diferente disso, sermos equilibrados, não tornar as coisas maiores do que elas são. Agir sim, com simplicidade e alegria, mesmo nas maiores dificuldades. Como costumo dizer “grandes problemas e grandes dificuldades”, só experimentam pessoas grandes e fortes o suficiente para vencê-las. Mas precisamos estar conscientes de que isso faz parte da nossa evolução, se fazem necessárias para que utilizemos a simplicidade na resolução.
Minha grande lição de hoje é que nascemos para sermos felizes, mesmo com dificuldades. Para nos sentirmos assim, basta lembrarmos de agradecer ao simples fato de existir.
мα∂α' setembro/2010
domingo, 26 de junho de 2011
Decepção
Quando nos decepcionamos abrimos tantos canais na nossa mente. Passamos a nos perguntar o porquê de tudo ter acontecido como aconteceu. Começamos a relembrar o princípio de tudo, nos arrependemos do feito e do não feito e assim somos capazes de ver e entender os erros e acertos.
Assisti a um filme recentemente onde a protagonista, uma mulher por volta de 30 anos e em crise, viaja para alguns países, e em um deles visita uma ruína, observa e se dá conta de que: “A ruína é um presente, a ruína é a estrada pra transformação”, e realmente é. Quando tudo está bem, quando está muito no seu lugar, não temos porque refletir, pensar, mudar. Acabamos ficando chatos, os mesmos, não buscamos outra forma de ser, pensar e agir. Agimos mecanicamente. Somente quando algo nos decepciona, nos choca, somos capazes de refletir e até mudar.
Nos tornamos melhores quando conseguimos ver que somos responsáveis por tudo, ou a maioria das coisas que nos acontecem, como costumo dizer: Fazem comigo aquilo que eu permito. De certa forma, pelas atitudes que temos com a vida e com os outros, por não nos dar valor ou dar valor demais ao outro acabamos nos frustrando, por entender as coisas como queremos e não como elas realmente são. A vida e as pessoas são claras, elas não nos enganam, nós mesmos escolhemos nos enganar, não ler nas entrelinhas e algumas vezes não queremos enxergar o que está escrito em maiúscula, preferimos nos enganar. Achamos que dessa forma estamos nos poupando.
Decepções trazem aprendizagens e as maiores são as mais dolorosas. Paulo Freire já dizia que aprender é doloroso, ninguém diga que aprender é fácil. Aprender exige muito esforço.
Só tenho que agradecer pelas decepções que tenho tido em minha vida, espero estar melhor ao passar por cada uma delas. E se não aprendi o suficiente até aqui, que venham outras. Vou chorar, vou sofrer, e mesmo que dolorosamente, vou aprender, da forma que for necessário, ou que eu tenha escolhido que seja.
мα∂α' 26/06/11
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Recomendação: muito cuidado!!
Se você não for um ser muito forte, inteligente e preparado é melhor manter-se à distância. Porque crianças com aquele jeitinho frágil, inocente e inofensivo, são serezinhos superdotados de estranhos poderes de sabedoria, sedução, encantamento, entre outros.
Eles usam pequenos e sutis artifícios como um simples olhar, gesto ou expressão. Mesmo quando estão dormindo são capazes de lhe hipnotizar e não há como não apreciá-los.
Então, quando você menos esperar já estará dominado, absolutamente apaixonado e não conseguirá mais resisti-los.
Assim que eles conseguem lhe encantar e seduzir, você começa a ter sensações e sentimentos que lhe deixam extremamente sensível, fraco, pronto para que eles possam manipular sua cabeça e o seu coração.
E a partir daí você começa a correr um tremendo risco.
Eles começam uma espécie de catequização e você começa a aprender coisas que farão com que você perca a sua personalidade.
Você aprende a achar graça de coisas bobas e a se divertir com situações que lhe causariam constrangimento;
Você aprende a enxergar o belo e o bonito, em você e em sua volta;
Você aprende a se comover com a dor do outro e a consolar;
Você aprende que um colo, uma afago, um beijo, curam qualquer ferida;
Você aprende a não guardar rancor, e a perdoar quase que instantaneamente;
Você aprende a não se sentir sozinho, afinal você pode ter amigos imaginários;
Você aprende a ser sincero: dizer o que pensa e o que sente;
Você aprende a não ter vergonha de chorar, de expressar desgosto ou satisfação;
Você aprende a ser satisfeito e agradecido ao que tem e ao que ganha;
Você aprende a olhar as pessoas além das aparências;
Você aprende a fazer amizades, a se aproximar e conversar com pessoas diferentes;
Você aprende a observar os ambientes e as coisas mais insignificantes;
Você aprende a prestar atenção nas gotas da chuva, nas estrelas do céu, nas formas das nuvens, no movimento e nas cores das plantas e dos animais;
Você aprende a ter curiosidade e quer saber o porquê de todas as coisas;
Você aprende a pesquisar e descobrir;
Você aprende a vencer seus medos e enfrentar monstros e o escuro;
Você aprende a ter fé e a conversar com Deus;
Você aprende a acreditar em final feliz, em mundo encantado, em papai Noel, coelho da páscoa, em anjo da guarda, fada dos dentes e super-heróis;
Você aprende a ter sonhos, desejos de ser maior e melhor.
Você aprende que é capaz de voar, de ser rei, rainha e o que você quiser;
Você aprende a ser feliz.
E sem que você se dê conta, eles terão lhe transformado em um SER HUMANO.
мα∂α' 22/02/11
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Amor de outras eras
Quem dera, eu inspirasse o poeta,
Aquela pessoa: “praia-lagoa”.
Seria Eu, ou minha aparição discreta,
Secreta, modesta, honesta, inquieta...
Quem dera, eu...
Fazer tudo que ele me dizia.
De forma fria,
Liberta de hipocrisia,
De tudo aquilo que me policia.
Não me sentiria tão vazia.
Mal sabe o poeta o que me fazia
Rever conceitos e olhar de novo,
O velho, o novo, o todo.
E me convidava e me perguntava,
Coisas que eu não sabia.
Não respondia.
Apenas inspirava, expirava,
Suspirava e pensava.
Quem dera eu ter essa liberdade.
De encontrar outra realidade.
Fazer as coisas que tenho vontade.
Que dessa forma a felicidade,
E a liberdade eu encontraria.
Quem sabe o que o poeta queria?
Simplesmente fazer poesia?
Ou me deixar em estado de euforia,
Pra experimentar momentos de orgia?
O que ele queria?
Por que tanto me perguntava:
“Quantas vidas você tem pra viver de verdade?”
Não me conhecia.
Como sabia da SUPERVISORA?
Controladora, obsessora, punidora.
Aquela que nunca dava a permissão.
O que eu faria após a sua demissão?
Intuiria, sentiria, gozaria, sorriria
Criaria, ousaria, desejaria, sonharia...
Viveria!
Ah, quem me dera!
Voar naquele instante
E provar o amor de outras eras.
мα∂α' 06/07/10

