domingo, 26 de junho de 2011
Decepção
Quando nos decepcionamos abrimos tantos canais na nossa mente. Passamos a nos perguntar o porquê de tudo ter acontecido como aconteceu. Começamos a relembrar o princípio de tudo, nos arrependemos do feito e do não feito e assim somos capazes de ver e entender os erros e acertos.
Assisti a um filme recentemente onde a protagonista, uma mulher por volta de 30 anos e em crise, viaja para alguns países, e em um deles visita uma ruína, observa e se dá conta de que: “A ruína é um presente, a ruína é a estrada pra transformação”, e realmente é. Quando tudo está bem, quando está muito no seu lugar, não temos porque refletir, pensar, mudar. Acabamos ficando chatos, os mesmos, não buscamos outra forma de ser, pensar e agir. Agimos mecanicamente. Somente quando algo nos decepciona, nos choca, somos capazes de refletir e até mudar.
Nos tornamos melhores quando conseguimos ver que somos responsáveis por tudo, ou a maioria das coisas que nos acontecem, como costumo dizer: Fazem comigo aquilo que eu permito. De certa forma, pelas atitudes que temos com a vida e com os outros, por não nos dar valor ou dar valor demais ao outro acabamos nos frustrando, por entender as coisas como queremos e não como elas realmente são. A vida e as pessoas são claras, elas não nos enganam, nós mesmos escolhemos nos enganar, não ler nas entrelinhas e algumas vezes não queremos enxergar o que está escrito em maiúscula, preferimos nos enganar. Achamos que dessa forma estamos nos poupando.
Decepções trazem aprendizagens e as maiores são as mais dolorosas. Paulo Freire já dizia que aprender é doloroso, ninguém diga que aprender é fácil. Aprender exige muito esforço.
Só tenho que agradecer pelas decepções que tenho tido em minha vida, espero estar melhor ao passar por cada uma delas. E se não aprendi o suficiente até aqui, que venham outras. Vou chorar, vou sofrer, e mesmo que dolorosamente, vou aprender, da forma que for necessário, ou que eu tenha escolhido que seja.
мα∂α' 26/06/11
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Recomendação: muito cuidado!!
Se você não for um ser muito forte, inteligente e preparado é melhor manter-se à distância. Porque crianças com aquele jeitinho frágil, inocente e inofensivo, são serezinhos superdotados de estranhos poderes de sabedoria, sedução, encantamento, entre outros.
Eles usam pequenos e sutis artifícios como um simples olhar, gesto ou expressão. Mesmo quando estão dormindo são capazes de lhe hipnotizar e não há como não apreciá-los.
Então, quando você menos esperar já estará dominado, absolutamente apaixonado e não conseguirá mais resisti-los.
Assim que eles conseguem lhe encantar e seduzir, você começa a ter sensações e sentimentos que lhe deixam extremamente sensível, fraco, pronto para que eles possam manipular sua cabeça e o seu coração.
E a partir daí você começa a correr um tremendo risco.
Eles começam uma espécie de catequização e você começa a aprender coisas que farão com que você perca a sua personalidade.
Você aprende a achar graça de coisas bobas e a se divertir com situações que lhe causariam constrangimento;
Você aprende a enxergar o belo e o bonito, em você e em sua volta;
Você aprende a se comover com a dor do outro e a consolar;
Você aprende que um colo, uma afago, um beijo, curam qualquer ferida;
Você aprende a não guardar rancor, e a perdoar quase que instantaneamente;
Você aprende a não se sentir sozinho, afinal você pode ter amigos imaginários;
Você aprende a ser sincero: dizer o que pensa e o que sente;
Você aprende a não ter vergonha de chorar, de expressar desgosto ou satisfação;
Você aprende a ser satisfeito e agradecido ao que tem e ao que ganha;
Você aprende a olhar as pessoas além das aparências;
Você aprende a fazer amizades, a se aproximar e conversar com pessoas diferentes;
Você aprende a observar os ambientes e as coisas mais insignificantes;
Você aprende a prestar atenção nas gotas da chuva, nas estrelas do céu, nas formas das nuvens, no movimento e nas cores das plantas e dos animais;
Você aprende a ter curiosidade e quer saber o porquê de todas as coisas;
Você aprende a pesquisar e descobrir;
Você aprende a vencer seus medos e enfrentar monstros e o escuro;
Você aprende a ter fé e a conversar com Deus;
Você aprende a acreditar em final feliz, em mundo encantado, em papai Noel, coelho da páscoa, em anjo da guarda, fada dos dentes e super-heróis;
Você aprende a ter sonhos, desejos de ser maior e melhor.
Você aprende que é capaz de voar, de ser rei, rainha e o que você quiser;
Você aprende a ser feliz.
E sem que você se dê conta, eles terão lhe transformado em um SER HUMANO.
мα∂α' 22/02/11
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Amor de outras eras
Quem dera, eu inspirasse o poeta,
Aquela pessoa: “praia-lagoa”.
Seria Eu, ou minha aparição discreta,
Secreta, modesta, honesta, inquieta...
Quem dera, eu...
Fazer tudo que ele me dizia.
De forma fria,
Liberta de hipocrisia,
De tudo aquilo que me policia.
Não me sentiria tão vazia.
Mal sabe o poeta o que me fazia
Rever conceitos e olhar de novo,
O velho, o novo, o todo.
E me convidava e me perguntava,
Coisas que eu não sabia.
Não respondia.
Apenas inspirava, expirava,
Suspirava e pensava.
Quem dera eu ter essa liberdade.
De encontrar outra realidade.
Fazer as coisas que tenho vontade.
Que dessa forma a felicidade,
E a liberdade eu encontraria.
Quem sabe o que o poeta queria?
Simplesmente fazer poesia?
Ou me deixar em estado de euforia,
Pra experimentar momentos de orgia?
O que ele queria?
Por que tanto me perguntava:
“Quantas vidas você tem pra viver de verdade?”
Não me conhecia.
Como sabia da SUPERVISORA?
Controladora, obsessora, punidora.
Aquela que nunca dava a permissão.
O que eu faria após a sua demissão?
Intuiria, sentiria, gozaria, sorriria
Criaria, ousaria, desejaria, sonharia...
Viveria!
Ah, quem me dera!
Voar naquele instante
E provar o amor de outras eras.
мα∂α' 06/07/10